Troca no comando da Confederação Brasileira de Hipismo abre uma nova etapa administrativa em meio a calendário nacional e compromissos internacionais.
A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) atravessa uma mudança de comando que interessa diretamente a atletas, criadores, proprietários, clubes, federações e demais integrantes do universo equestre. Em 9 de setembro, Daniel Cesar Maranhão Khury assumiu a presidência da entidade após a saída de Constantino Scampini. O episódio ganhou relevância porque a CBH é responsável pela administração e representação do hipismo brasileiro, abrangendo modalidades como salto, adestramento, enduro, hipismo completo e paraequestre. Em seu primeiro comunicado como presidente, Khury afirmou que pretende trabalhar pela união, pelo diálogo e pelo fortalecimento institucional da confederação.
A mudança ocorre enquanto o calendário esportivo segue intenso, com brasileiros competindo dentro e fora do país e eventos nacionais previstos para as próximas semanas. Para quem acompanha o esporte, a principal dúvida não é apenas quem ocupa a cadeira presidencial, mas o que uma transição desse tipo representa para a organização do hipismo brasileiro e para as decisões que afetam a comunidade equestre.
O que aconteceu na presidência da Confederação Brasileira de Hipismo
A mudança no comando da CBH aconteceu em 9 de setembro de 2026. Na mesma data, a entidade publicou o comunicado de Daniel Khury informando sua chegada à presidência e também disponibilizou a carta de renúncia de Constantino Scampini entre seus comunicados oficiais. Khury, que já ocupava funções na estrutura da confederação, apresentou a nova etapa como um período voltado à escuta, à participação e ao trabalho conjunto entre os diferentes segmentos do esporte. A mensagem oficial também citou atletas, proprietários, criadores, treinadores, tratadores, veterinários, oficiais, organizadores, clubes, federações, patrocinadores e famílias como integrantes da comunidade representada pela CBH.
O episódio deve ser observado dentro das regras de governança da própria entidade. O estatuto da CBH estabelece que a Presidência exerce funções administrativas e executivas e atribui ao presidente responsabilidades que incluem supervisionar e coordenar atividades administrativas, econômicas, financeiras e desportivas. O mesmo conjunto de normas prevê que a Assembleia Geral é o poder máximo da confederação, formada por representantes das entidades filiadas e por representantes dos atletas, conforme as regras estatutárias. Dessa forma, uma alteração na presidência não diz respeito apenas à figura de quem ocupa o cargo: ela envolve a estrutura responsável por organizar decisões que alcançam diversas modalidades e participantes do hipismo nacional.
Para entender a dimensão institucional da mudança, é importante separar a troca de comando de uma eventual eleição para um novo ciclo. O regulamento eleitoral publicado pela CBH para o pleito de 2024 estabeleceu mandato de quatro anos, de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2028, para presidente e vice-presidente eleitos naquele processo. O estatuto, por sua vez, prevê que o presidente e o vice-presidente permanecem no cargo até a posse dos novos mandatários eleitos pela Assembleia Geral. Portanto, a situação administrativa de 2026 precisa ser acompanhada pelos atos oficiais da própria confederação, especialmente por meio de sua área de governança e assembleias.
Por que a governança da CBH importa para atletas e cavalos
No hipismo, decisões administrativas podem ter reflexos muito concretos na rotina esportiva. Calendários, regulamentos, rankings, formação de oficiais, competições nacionais, participação internacional e programas de desenvolvimento dependem de uma estrutura institucional capaz de coordenar diferentes interesses. A própria CBH mantém áreas específicas para regulamentos, rankings, calendário, veterinária, cursos e competições, mostrando como a administração da entidade está ligada ao funcionamento cotidiano do esporte.
Essa estrutura também ganha importância porque o calendário brasileiro continua ativo durante a transição. Entre 25 e 27 de setembro, por exemplo, estão previstos no calendário da CBH a I Copa de Hipismo Clássico, em Aracaju, e o evento de aniversário da Sociedade Hípica de Brasília. Também estão programados o Concurso de Hipismo Completo Nacional, em Resende, entre 26 e 27 de setembro, e o CSN3* Cidade de Campinas, de 28 de setembro a 3 de outubro. Ao mesmo tempo, a participação brasileira em competições internacionais continua fazendo parte da agenda da entidade.
Outro ponto relevante é a transparência. A CBH mantém uma área de governança com informações sobre estatuto, assembleias, eleições e nomeações, contratos e licitações, demonstrativos financeiros e outros documentos institucionais. A própria confederação define governança como a maneira pela qual estabelece políticas, objetivos estratégicos, relacionamento com partes interessadas, monitoramento de desempenho e gestão de riscos. Para atletas e demais participantes, acompanhar essas informações é uma forma objetiva de compreender como são tomadas as decisões que influenciam o esporte.
Quais serão os próximos pontos de atenção no hipismo brasileiro
A nova gestão assume em um período particularmente movimentado para o calendário equestre. A CBH registra a realização dos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 até 26 de setembro, além de diversas competições nacionais no fim do mês. O calendário também prevê eventos de salto em outubro e novembro, incluindo etapas de circuitos nacionais e competições internacionais. Isso significa que a administração da entidade precisa conciliar a rotina esportiva imediata com decisões de planejamento que terão efeitos mais prolongados.
A fala inicial de Daniel Khury indica que a nova presidência pretende concentrar atenção em união, diálogo, fortalecimento institucional e desenvolvimento sustentável do hipismo. Essas são diretrizes apresentadas pelo próprio dirigente e não equivalem, por si só, a resultados já alcançados. O acompanhamento dos próximos comunicados, atos de governança, assembleias, regulamentos e decisões administrativas será o caminho para verificar como essas prioridades serão transformadas em ações concretas. A área de governança da CBH informa, inclusive, que há uma seção específica para eleições e nomeações de 2026.
Para o público apaixonado pelos cavalos, a política esportiva pode parecer distante das pistas, mas ela está presente em muitos detalhes que sustentam uma competição. A definição de regras, a organização de calendários, a formação de oficiais, o acompanhamento veterinário e a representação internacional dependem de instituições funcionando de maneira coordenada. Por isso, a transição na presidência da CBH merece acompanhamento não apenas como uma mudança de nomes, mas como um capítulo da governança do hipismo brasileiro.
O momento seguinte será especialmente importante para observar quais medidas serão adotadas pela nova administração e como elas serão apresentadas aos diferentes segmentos do esporte. Enquanto isso, cavaleiros, amazonas e cavalos continuam competindo em uma agenda que não para. Para quem acompanha o hipismo brasileiro, entender a estrutura por trás das pistas ajuda a enxergar que cada grande resultado também depende de planejamento, regras, organização e instituições capazes de sustentar o esporte ao longo do tempo.
Fontes consultadas: Confederação Brasileira de Hipismo — comunicado sobre a posse de Daniel Khury · CBH — Estatuto e governança · CBH — Assembleia Geral e atos institucionais · CBH — calendário oficial de 2026 · CBH — Regulamento de Eleições

