Paulo Roberto Gomes Fernandes frisa a relevância de acompanhar os movimentos de empresas internacionais que decidem aprofundar sua atuação no Brasil, especialmente quando essas decisões estão associadas à expansão da engenharia no setor de óleo e gás. A inauguração da unidade da Varo Engineers no Rio de Janeiro, na década passada, segue sendo um exemplo representativo de como o mercado brasileiro passou a ser visto como estratégico por companhias globais interessadas em projetos offshore, subsea e em parcerias de longo prazo.
Fundada nos Estados Unidos em 1948, a Varo Engineers iniciou sua trajetória no Brasil em 2012, com operações no sul do País, e posteriormente consolidou sua presença ao estabelecer um escritório no Rio de Janeiro. Essa decisão refletiu não apenas uma ampliação geográfica, mas uma escolha estratégica de aproximação com o principal polo da indústria offshore nacional, onde se concentram projetos ligados à exploração e à futura produção em águas profundas.
Brasil como mercado estratégico para engenharia offshore
Segundo análises do setor, o Brasil passou a ocupar posição de destaque no radar de empresas internacionais de engenharia a partir da expansão do pré-sal e da necessidade de modernização da infraestrutura energética. Paulo Roberto Gomes Fernandes comenta que, naquele período, o País reunia dois fatores decisivos, demanda crescente por soluções técnicas complexas e disponibilidade de profissionais qualificados com experiência em grandes projetos.
A estratégia da Varo envolveu não apenas a busca por contratos, mas também a integração à cultura local, elemento considerado essencial para estabelecer relações duradouras. Esse posicionamento dialoga com uma tendência mais ampla observada no mercado, em que empresas estrangeiras passaram a priorizar parcerias locais e entendimento profundo do ambiente institucional brasileiro, em vez de atuações pontuais e distanciadas.
Parcerias locais e atuação integrada
Na análise de Paulo Roberto Gomes Fernandes, um dos aspectos mais relevantes da entrada definitiva da Varo no Rio foi a escolha por atuar em parceria com empresas já consolidadas no mercado nacional. A experiência inicial no sul do País, em cooperação com uma empresa brasileira, serviu como base para ampliar a atuação em outros segmentos da engenharia, incluindo projetos associados ao óleo e gás.
Esse modelo de atuação, baseado em cooperação técnica e troca de conhecimento, fortaleceu a presença da empresa no Brasil e facilitou sua inserção em discussões estratégicas sobre infraestrutura. Ao buscar parceiros com histórico reconhecido, a Varo sinalizou uma postura alinhada à construção de valor de longo prazo, algo que Paulo Roberto Gomes Fernandes aponta como fundamental em setores de alta complexidade técnica.
Tecnologia, subsea e visão de futuro
Outro ponto central da estratégia da empresa foi o interesse declarado em tecnologias offshore e subsea. Conforme analisado por especialistas, o desenvolvimento dessas soluções passou a ser considerado decisivo para o futuro da indústria de óleo e gás, especialmente em países com grandes reservas em águas profundas. Paulo Roberto Gomes Fernandes ressalta que a antecipação desse movimento permitiu que empresas de engenharia se posicionassem de forma mais competitiva para os ciclos seguintes de investimento.

A busca por projetos ligados à exploração, seguida pela expectativa de avanço para a fase de produção, exigia planejamento técnico e presença local estruturada. Nesse cenário, a instalação do escritório no Rio funcionou como plataforma para acompanhar de perto as demandas do mercado, dialogar com operadores e participar do desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade brasileira.
Engenharia brasileira e qualificação profissional
Sob a ótica de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a avaliação positiva feita por empresas estrangeiras sobre a engenharia brasileira também merece destaque. A convivência com profissionais experientes e a identificação de soluções eficientes desenvolvidas localmente reforçaram a percepção de que o País dispõe de capital humano qualificado para enfrentar desafios complexos.
Essa constatação contrasta com narrativas recorrentes sobre suposta escassez de mão de obra técnica. Na prática, o mercado brasileiro demonstrou capacidade de formar e absorver engenheiros com alto nível de especialização, especialmente quando há transferência de conhecimento e investimento em treinamento contínuo. Esse ambiente favorável contribuiu para o interesse de empresas globais em se estabelecer de forma mais permanente no País.
Perspectivas de crescimento e consolidação no mercado nacional
Na interpretação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a decisão da Varo Engineers de expandir sua atuação no Brasil refletiu uma aposta clara no potencial de crescimento do setor de engenharia ligado ao óleo e gás. Mesmo diante de desafios como burocracia e instabilidade regulatória, a empresa optou por manter uma postura seletiva, focada em projetos nos quais pudesse agregar valor técnico real.
Por fim, observa-se que esse tipo de movimento contribuiu para fortalecer o ecossistema de engenharia no Brasil, ao ampliar a circulação de conhecimento, estimular parcerias e elevar o nível técnico dos projetos desenvolvidos no País. Em 2026, a trajetória iniciada com a abertura do escritório no Rio segue como referência de como empresas internacionais podem se integrar de forma estratégica e sustentável ao mercado brasileiro de energia.
Autor: Prospyre Batari Frash

